Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

semasas

mas no processo de crescimento perdêmo-las.

semasas

06.05.21

ando com esta música na cabeça e até me dá arrepios


Sem Asas

Tenho para mim que o Nuno Guerreiro é mesmo um gênio. Não pode ser outra coisa. 

A primeira vez que o ouvi, com quinze aninhos, foi graças à minha irmã, que pôs a tocar no posto dela o album Solta-se o beijo, que ainda por cima tem canções cuja letra são poemas de Anabela Espanca. Apaixonei-me.

E não me desencanta, mesmo passados tantos anos.

01.05.21

manhãs de sábado


Sem Asas

Esta manhã levantei-me tarde.O meu mais-que-tudo ainda está deitado, a ver um vídeo no YouTube.
Visto-me na penumbra do quarto, e ao olhar-me no espelho, dei por mim a achar que tinha um corpo bonito, com curvas bem desenhadas.
Foi sensação fugaz, mas fez-me sentir bem!

 

 

 

 

 

21.02.21

desporto feito


Sem Asas

Durante uns meses (2 meses e meio para ser exacta) andei a fazer desporto a sério. Entre 4 e 5 sessões de desporto por semana, comida saudável e bons hábitos. Isto foi nos tempos do primeiro confinamento aqui em França. Depois vieram os meses de Verão, BBQ, praia e coiso e tal... enfim, desleixei-me.

Nestes últimos tempos, até dei para outro lado, a modos que nem era em que dia é que eu ia enfiar-me 8 donuts, mas uma questão de HORAS. Desleixo completo.

Depois vem a culpa, a gordura, a imagem no espelho que desencanta...

Ando a pensar pegar de novo no mesmo programa. So que de cada vez é na segunda-feira que vem que vou começar... e quando chega o dito dia, não há ninguém.

Hoje é domingo, a malta está toda em casa, e eu andei a preparar as minhas revisões para o exame (dia 31 de março).

Chegam as 20h, o meu mais-que-tudo está a jogar na Switch e os miúdos também estão ocupados? Bora lá. Fiz desporto sim senhora. 15 minutos de HIIT que me souberam pela vida. E sempre são mais 15 minutos que ontem.

E agora é continuar. Mesmo fazendo erros.

19.02.21

último dia de aulas (mais um)


Sem Asas

IMG_20210221_131233.jpg

Estas rosas, que decoram actualmente a minha mesa, foram os meus ex-alunos que me deram. Fizeram-me esta surpresa e tantas outras. Mostraram-me todo o carinho que têm por mim e foi um retorno tão bom das horas passadas a preparar aulas, corrigir, explicar, noites perdidas porque não conseguia parar de pensar no que iria acontecer na manhã seguinte.

Foi mais uma experiência que me fez crescer, mas sobretudo perceber que encontrei a minha via, faz quatro anos que ando nisto e vejo-me daqui a 30 anos a continuar a ensinar cada nova geracão que nos aparece pela frente no 1° dia de aulas.

Sou professora sim, e com muito gosto. Mas gosto de dizer que ser professor (professor a sério), é coisa que nos apanha pelas tripas e não nos deixa mais. E quando se está a trabalhar, em frente a vinte, vinte cinco, trinta alunos, não se pode fingir. O respeito é bom, mas coisa tão frágil quando vem da parte de adolescentes. E mais que ensinar a minha matéria (que sim, acho que a matemática é importante), gosto desta relação que se estabelece com os alunos.

Agora, falta-me passar o concurso para ser professor titular aqui em França, porque professor substituto é mesmo muito complicado.

E hei-de coseguir !

14.02.21

Tombos


Sem Asas

quinta-feira passada, a tentar correr para apanhar o autocarro caí. Dei com o joelho esquerdo no chão, as mãos (claro) e como ao cair tentei amortecer a queda ao rolar para o lado, ainda dei com a cabeça também. coisa bonita, pronto. Mas depois de um tempo em que só pensava no raio da dor, pus-me a pensar:

Afinal quando somos ainda pequenos, tombos, arranhões e feridas nos joelhos é pão de cada dia. Ainda me lembro do tempo em que os meus joelhos não chegavam a cicatrizar: mal começava a ir melhor, pumba mais uma queda.

Mas agora, a coisa é outra. O centro de gravidade está muito longe do chão e não se aguenta. E quando se chega a velho é ainda pior (ossos partidos, operações e coisas tais).

Pensei entrar para o Krav Maga para aprender a melhor gerir o corpo (e se alguém me tenta assaltar na rua, dou-lhe nos cornos, desculpe a espressão). Mas com esta história de confinamento mas não tanto, a escola de krav Maga esta fechada desde outubro.

Mas melhor que aprender a cair, é aprender a levantar-se de novo! E quanto mais velha fico, mais sentido esta frase faz. E melhor ainda, são as aprendizagens que se faz com cada queda.

Bons tombos!


PS - para quem quer saber disso, o autocarro não esperou por mim não... apanhei o outro.

 

 

10.02.21

Saudade de escrever


Sem Asas

Sinto saudade de escrever.

Escrever mesmo, não só um texto qualquer, mas uma verdadeira historia - de uma página ou com vários capítulos, com personagens que amamos ou detestamos, com intriga e afins.

Digo-me que não tenho tempo, e prefiro então quando tempo tenho, ler - e ler é coisa que adoro mesmo - porque digo-me que são pessoas que sabem escrever e que me dá gosto ler. é mais seguro ler que escrever. E mais confortável. Digo-me que neste momento não dá, talvez quando entrar em segundo ano de professora, terei mais tempo para mim.

(balelas, eu sei)

06.02.21

O vento sirocco


Sem Asas

IMG_20210206_115233.jpg

Hoje o tempo anda assim. A cor da cidade é amarelo, o vento sopra forte com rajadas que vão até 90km/h e quando o vento parar haverá chuva, muita chuva.

O sirocco é um vento seco e quente que se forma no deserto do Sahara, e quando as condições estão reunidas sopra até ao Mediterrâneo.

Esta manhã acordamos com esta cor!

05.02.21

pensamentos da manhã (e de cara lavada)


Sem Asas

Lembro-me de um episódio do Dr Who que gostei particularmente. A história era simples: extraterrestres precisavam da gordura da Terra para ter "gasolina" para se ir embora. E eles tinham desenvolvido um comprimido que basicamente tirava um kilo de gordura a cada noite e a gordura (cada qualilinho) subia ao céu cada noite para ir para a nave espacial. 

Lembro-me de ver este episódio e dizer ao meu mais-que-tudo que era mesmo disso que eu precisava!

Mas esta manhã, enquanto me preparava, veio-me este pensamento: de que vale perder o peso, se não muda-mos os habitos que nos levaram a ter esse mesmo peso? Os comportamentos? E como se adaptar a um corpo novo quando não fizemos nada para isso?

Basicamente, estou gorda. Tão gorda que quando dei à luz o meu filho mais novo (ainda mais que quando foi para o filho mais velho).  ou seja, sozinha, consegui ter um comportamento completamente oposto ao que eu quero, e ganhar ainda mais peso em vez de o perder.

Não consigo melhorar o meu comportamento... li imensos livros, vi videos, estou inscrita num programa, mas há verdadeiramente algo a mudar em mim e não sei o que é, nem sei por onde começar... E é mesmo por aí que tenho que começar!

31.01.21

do tempo passado na faculdade

e a minha história paralela


Sem Asas

Tenho para mim que o tempo que passei na faculdade me permitiu crescer (muito mesmo!) mas não tanto quanto deveria.

Apercebo-me de tanta coisa que me passou ao lado, amizades que não cultivei, relações nas quais me investi mas não deveria ter feito... Conhecimentos que poderia ter adquirido, histórias que poderia ter para contar e não tenho. E se calhar, mesmo oportunidades que não reconheci e poderia ter mudado a minha vida inteira.

Num canto do meu cérebro, tenho-me sempre esta minha vida paralela que se teria passado se eu tivesse ficado em Lisboa. Um dia escreverei essa história!